Cirurgia pouco invasiva trata doenças no quadril

Data: 16.10.14

Videoartroscopia está indicada para retirada de corpos estranhos e tratamento de artroses iniciais.

Cirurgia pouco invasiva trata doenças no quadril
A empresária Tatiana Pavaneli comemora o retorno às atividades físicas, 45 dias após a cirurgia
Nada de cirurgias complexas, cortes profundos e cicatrizes desagradáveis. Isso é o que promete a videoartroscopia de quadril, uma técnica relativamente nova no país e que promete revolucionar o campo da artroscopia, segundo especialistas.

Utilizada no Brasil há cinco anos e recém-chegada a Londrina, a técnica beneficia pacientes que sofrem de artrose de quadril ou que apresentem os primeiros sinais do problema. Para os ortopedistas, o principal diferencial em relação às cirurgias tradicionais é caráter minimamente invasivo.

''Ela é inovadora, porque permite que, através de portais, ou seja pequenas incisões no local, o ortopedista possa estudar e tratar patologias do quadril, utilizando vídeos e materiais de última geração'', explica o ortopedista especialista em quadril de Londrina, Walter Taki. O médico enfatiza que por meio de 3 aberturas o aparelho é capaz de auxiliar na limpeza e a cirurgia do calo ósseo que surgiu, evitando que os pacientes tenham que conviver, posteriormente, com cicatrizes de 15 a 20 centímetros, resultado das cirurgias tradicionais.

Entre as indicações do procedimento, o ortopedista esclarece que estão a retirada de corpos estranhos e o tratamento de artroses iniciais do quadril onde há dor e uma limitação ao realizar os movimentos. ''Nesses casos podemos, muitas vezes, retardar a evolução da doença e, principalmente, postergar uma cirurgia de artroplastia total de quadril (prótese), já que não haverá um gasto excessivo da cartilagem'', destaca.

''É mais qualidade de vida e mobilidade para o paciente, que além do benefício da estética, tem a seu favor menos dor durante a recuperação com este procedimento'', avalia Taki, mencionando que dentre os cerca de 80 ortopedistas que atuam em Londrina, somente três estariam capacitados para aplicar a técnica.

''Nos procedimentos comuns, os pacientes permaneciam no hospital por cerca de cinco dias e teriam dificuldade para caminhar, já com esta técnica, a pessoa recebe alta no dia seguinte e embora o tempo necessário para retorno às atividades do dia-a-dia seja o mesmo, a possibilidade de sangramento, de desenvolver infecções e as dores serão muito menores'', disse, salientando que após três meses, o paciente já pode retornar às atividades rotineiras.

Embora não haja um perfil para a indicação da cirurgia, Taki informa que pacientes jovens podem ser os principais beneficiados com o procedimento.''Muitos deles ainda não desenvolveram um quadro mais agravante nos ossos como um idoso poderia apresentar, mas a técnica pode se mostrar bastante eficaz como forma de prevenção ao desenvolvimento de uma artrose futura'', acrescenta.

''Muitos pacientes revelam que a amplitude de movimentos cresceu após o tratamento. Alguns diziam que não conseguiam fazer a rotação da perna e agora, já fazem isso com naturalidade, sem dores, o que nos deixa muito satisfeito'', observa.

Fonte: reclamando.com.br

Informativos Dr. Walter Taki